quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

D-7

Hoje acordei por volta das 08:30. Fiquei de jejum desde as 02:00 para colocação do cateter de hickman.

Por volta das 09:30 fui ao centro cirúrgico para colocação do cateter. A colocação do mesmo foi muito tranquila.

Voltei ao quarto e fiz o meu almoço. Amanha devo comecar o meu condicionamento antes de receber a infusão da médula do meu irmão.

Serão 4 dias seguidos de Bussulfano com 52 comprimidos a cada 6 horas. Após o término do bussulfano receberei ciclofosfamida por 2 dias. Descanso 1 dia e no dia 09/02/2011 estarei recebendo a infusão da médula óssea do meu irmão.

O meu irmão a partir do dia 05/02/2012 irá receber injeção de Granulokine para estimar as células troncos irem para o sangue periférico. No dia 09/02/2012 o meu irmão fará a doação da médula óssea por aférese (sangue periférico). No período da tarde do mesmo dia estarei recebendo a médula óssea pelo cateter de hickman.

Muito obrigado meu Deus por tudo.

Dia da internaçao para o TMO / D-8

Hoje (31/01/2012) chequei no Hospital Sírio Libanês por volta das 08:30. A minha internação estava prevista para ser as 09:00. Tomei um café com a minha namorada.

Depois fomos fazer a internação. Recebemos todas as instruções da atendente . Logo em seguida veio um mensageiro para levar para o quarto no 8 andar, ala onde é realizado o transplante de médula óssea.

O médico chegou no quarto, conversamos sobre o procedimento. Ele irá dar maiores informações durante o decorrer do processo de transplante de médula óssea.

Quando cheguei estava com a pressão arterial um pouco elevada. Deve ter sido a ansiedade.
Este primeiro dia foi mais para se ambientar ao quarto e as enfermeiras.

Estou tranquilo. Tenho pedido muito a Deus que tudo ocorra sem nenhuma intercorrências.

O começo de tudo

Meu nome é Norberto Enomoto e estou em tratamento para Leucemia Mielóide Aguda - M2. Descobri a doença no dia 22/07/2011 por acaso. Eu tinha emagrecido 40 kilos e iria fazer uma cirúrgia plástica - abdominoplastia.

A cirurgia estava marcada para o dia 22/07/2012 pois iria sair de férias. No dia 18/07/2011 fiz um hemograma pré cirúrgico. No dia 19/07/2011 recebi um telefonema do laboratório que eu deveria repetir o hemograma. Repeti o hemograma no dia 19/07/2011. No dia 20/07/2011 recebi o resultado.

Ao receber o resultado acreditei que tudo estava na normalidade. No mesmo dia encaminhei o resultado para o meu cirurgião plástico. Ele me retornou e avisou que não poderia realizar a minha cirurgião pois estava com 15.000 plaquetas. O mínimo deveria ser acima de 150.000. Ele falou que eu deveria procurar com urgência um hematologista. Fiquei preocupado. Liguei para alguns hematologistas mas só teriam disponibilidade para consulta na próxima semana.

A minha mãe tinha vindo de Gurupi-Tocantins para me ajudar no pós operatório da minha cirurgia plástica que estava agendada para o dia 22/07/2011. O meu cirurgião plástico ligou para uma hematologista do Hospital Brasil de Santo André e conseguiu agenda um consulta no dia 22/07/2011.

Pesquisei na internet o que poderia vir acarretar baixas plaquetas e presença de blastos no sangue. Verifiquei alguns artigos sobre Leucemia mas como não sou médico não cheguei a nenhuma conclusão.

No 22/07/2011, dia da consulta estava eu e a minha mãe no consultório da médica. Ela olhou o hemograma e pediu que eu realizasse em São Paulo os seguintes exames no laboratório Fleury em São Paulo: mielograma da médula óssea, imunofenotipagem da médula óssea e cariótipo. Já tinha me dado uma guia para fazer a internação no Hospital Brasil de Santo Andre no mesmo dia. Sai muito triste do consultório prevendo que seria algo muito grave.

Fiz os exames no dia 22/07/2011 e já me internei no mesmo dia no período da tarde. O dia 23/07/2011 já tinha obtido o diagnóstico do meu exame pela internet: Leucemia Mielóide Aguda - M2. O meu chão caiu. Não sabia nada sobre Leucemia.

No dia 26/07/2011 inicie o protocolo padrão de quimioterapia "7+3". Não respondi bem a este protocolo. Foi realizado um mielograma da médula óssea e constava que eu tinha blastos e não tinha alcançado a remissão.

Logo após a este protocolo iniciei um protocolo com Fludarabina + ARAC. No 15 dia após o inicio desse protocolo fiz um outro mielograma onde constava que ainda tinha 30% blastos na médula.

Fiquei 39 dias internandos e tive alta. Após15 dias repeti novamente o mielograma e constava que eu tinha entrado em remissão, ou seja, a médula estava "limpa". Fiquei muito feliz. Durante ao internamento no hospital orei e pedi muito a Deus para a minha cura. Não tive quase ou nenhuma intercorrências. Durante a minha internação tive que receber hemácias e plaquetas.
Tive algumas reações a plaquetas, como urticária, depois disso só pude receber plaquetas por áferese.

Durante o tempo que estive de alta a minha médica mandou eu procurar um médico especialista em transplante de médula óssea para ver se o meu caso tinha indicação para esse tipo de tratamento.

Tenho 2 irmãos, Juliano Enomoto e Fabiana Enomoto. O meu irmão mora com os meus pais em Gurupi-Tocantins e a minha irmão mora perto Washington D.C. (USA). Os dois realizaram os exames é o meu irmão foi 100% compatível. Fiquei muito feliz e agradeci a Deus caso eu necessitasse do transplante. Já tinha o meu doador.

Consultei com 2 médicos especialista em transplante de médula óssea e os 2 falaram que eu deveria realizar o transplante. Levei os os resultados do teste de compatibilidade HLA meu e do meu irmão para eles avaliarem. Com a graças de Deus eu tinha um doador na família. Todos sabem como é difícil encontrar um doador compatível.

Escolhi o meu médico para o transplante de médula óssea e ele solicitou para minha médica hematologista do Hospital Brasil mais 2 ciclos de altas doses de ARAC, fase consolidação, antes da realização do transplante. Reliazei esses 2 ciclos e agora no dia 31/01/2012 fiz a minha internação no Hospital Sírio Libanes para realizar o meu transplante de médula óssea alogênico. Estou muito feliz pois tudo esta caminhando para a minha total cura. Tenho agradecido muito a Deus por essa oportunidade.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Grande notícia para começar o ano: possível cura para a leucemia encontrada num composto de óleo de peixe

LINFOMA, L'INFAME: Grande notícia para começar o ano: possível cura para a leucemia encontrada num composto de óleo de peixe

Possible cure for leukemia found by Penn State researchers

Thursday, December 22, 2011
Penn State researchers Sandeep Prahbu (right) and Robert Paulson (left) sketch out a delta-12-protaglandin J3, or D12-PGJ3. The compound, derived from fish oil, targeted and killed the stem cells of chronic myelogenous leukemia, or CML, in mice.
Penn State researchers Sandeep Prahbu (right) and Robert Paulson sketch out a delta-12-protaglandin J3, or D12-PGJ3. The compound, derived from fish oil, targeted and killed the stem cells of chronic myelogenous leukemia, or CML, in mice. Click on the image above for more photos.

UNIVERSITY PARK, Pa. -- A compound produced from fish oil that appears to target leukemia stem cells could lead to a cure for the disease, according to Penn State researchers.

The compound -- delta-12-protaglandin J3, or D12-PGJ3 -- targeted and killed the stem cells of chronic myelogenous leukemia, or CML, in mice, said Sandeep Prabhu, associate professor of immunology and molecular toxicology in the Department of Veterinary and Medical Sciences. The compound is produced from EPA -- Eicosapentaenoic Acid -- an Omega-3 fatty acid found in fish and in fish oil, he said.

To learn more about how the researchers developed their collaboration, visit http://goo.gl/5gSQD. To see photos associated with this story, go to http://live.psu.edu/flickrset/72157628487863221.

"Research in the past on fatty acids has shown the health benefits of fatty acids on cardiovascular system and brain development, particularly in infants, but we have shown that some metabolites of Omega-3 have the ability to selectively kill the leukemia-causing stem cells in mice," said Prabhu. "The important thing is that the mice were completely cured of leukemia with no relapse."

The researchers, who released their findings in the current issue of Blood, said the compound kills cancer-causing stem cells in the mice's spleen and bone marrow. Specifically, it activates a gene -- p53 -- in the leukemia stem cell that programs the cell's own death.

"p53 is a tumor suppressor gene that regulates the response to DNA damage and maintains genomic stability," Prabhu said.

Killing the stem cells in leukemia, a cancer of the white blood cells, is important because stem cells can divide and produce more cancer cells, as well as create more stem cells, Prabhu said.

The current therapy for CML extends the patient’s life by keeping the number of leukemia cells low, but the drugs fail to completely cure the disease because they do not target leukemia stem cells, said Robert Paulson, associate professor of veterinary and biomedical sciences, who co-directed this research with Prabhu.

"The patients must take the drugs continuously," said Paulson. "If they stop, the disease relapses because theleukemia stem cells are resistant to the drugs."

Current treatments are unable to kill the leukemia stem cells, Paulson said.

"These stem cells can hide from the treatment, and a small population of stem cells give rise to more leukemia cells," said Paulson. "So, targeting the stem cells is essential if you want to cure leukemia."

During the experiments, the researchers injected each mouse with about 600 nanograms of D12-PGJ3 each day for a week. Tests showed that the mice were completely cured of the disease. The blood count was normal, and the spleen returned to normal size. The disease did not relapse.

In previous experiments, the compound also killed the stem cells of Friend Virus-induced leukemia, an experimental model for human leukemia.

The researchers focused on D12-PGJ3 because it killed the leukemia stem cells, but had the least number of side effects. The researchers currently are working to determine whether the compound can be used to treat the terminal stage of CML, referred to as Blast Crisis. There are currently no drugs available that can treat the disease when it progresses to this stage.


http://live.psu.edu/story/56944